Diamantina é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de 47 647 habitantes.[5]
É a terra natal do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, de Francisca da Silva de Oliveira, a famosaChica da Silva, e de Domingos José de Almeida.

História
Antes da chegada dos colonizadores portugueses, no século XVI (os primeiros relatos dão conta de expedições que subiram o Rio Jequitinhonha e São Francisco) , Diamantina, como toda a região do atual estado de Minas Gerais, era ocupada por povos indígenas do tronco linguístico macro-jê[8] .
Diamantina foi fundada como Arraial do Tejuco em 1713, com a construção de uma capela que homenageava o padroeiro Santo Antônio. A localidade teve forte crescimento quando da descoberta dos Diamantes em 1729. Em fins do século XVIII era a terceira maior povoação da Capitania Geral da Minas, atrás da capital Vila Rica (Ouro Preto) e com população semelhante a da próspera São João Del Rey. No século XVIII cresceu devido à grande produção local de diamantes, que eram explorados pela coroa portuguesa. Foi conhecida inicialmente como Arraial do Tejuco (ou Tijuco) (do tupi tyîuka, "água podre"[9] ), Tejuco e Ybyty'ro'y (palavra tupi que significa "montanha fria", pela junção de ybytyra ("montanha") e ro'y("frio")[10] . Durante o século XVIII, a cidade ficou famosa por ter abrigado Chica da Silva, escrava alforriada que era esposa do homem mais rico do Brasil Colonial, João Fernandes de Oliveira[11] .
A cidade emancipou-se do município do Serro somente em 1831,[12] passando a se chamar Diamantina por causa do grande volume de diamantes encontrados na região. A demora se devia à necessidade de maior controle local pelas autoridades coloniais visto que já em meados do século XVIII a população era maior que a da Vila do Príncipe do Serro Frio, cabeça da comarca. A vida em Diamantina no final do século XIX foi retratada por Alice Brant no seu livro Minha Vida de Menina, que se tornou um marco da literatura brasileira após ter sido redescoberto por Elizabeth Bishop.
Em 1938, Diamantina comemorou seus cem anos de elevação à categoria de cidade, recebendo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional o título de "patrimônio histórico nacional". E, no ano de 1999, foi elevada à categoria de "patrimônio da humanidade" pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
A cidade é um dos destinos da Estrada Real, um dos roteiros culturais e turísticos mais ricos do Brasil, e faz parte docircuito turístico dos Diamantes.[13]
A cidade é conhecida por suas serestas e vesperata, que é um evento em que os músicos se apresentam à noite, ao ar livre, das janelas e sacadas de velhos casarões, enquanto o público assiste das ruas.
Geografia[editar | editar código-fonte]
O município localiza-se na Mesorregião do Jequitinhonha, estando a sede a 285 km de distância por rodovia da capitalBelo Horizonte. A cidade está situada a uma altitude média de 1.280 m, emoldurada pela Serra dos Cristais, na região do Alto Jequitinhonha. O município é banhado pelo rio Jequitinhonha e vários de seus afluentes, como o Ribeirão das Pedrase o Ribeirão do Inferno. A porção sudoeste do município é banhada por subafluentes do rio São Francisco, como o Rio Pardo Pequeno.[14]
Distritos e povoados
Ver também: Lista de distritos de Diamantina
- Conselheiro Mata
- Desembargador Otoni
- Extração (Curralinho)
- Inhaí
- Guinda
- Mendanha
- Planalto de Minas
- Pinheiro
- São João da Chapada
- Senador Mourão
- Sopa
- Boa Vista
- Bom Sucesso
- Braúna
- Covão (Bicas d'Água)
- Morrinhos
- Macacos
- Quartéis
- Quartéis do Indaiá
- Vau
- Baixadão
- Bandeirinha
Demografia[editar | editar código-fonte]
Dados do Censo - 2010[15]
População Total: 45.884
- Urbana: 40.062 (87,31% do total)
- Rural: 5.822
- Homens: 22.251 (48,49% do total)
- Mulheres:23.633 (51,51%)
Densidade demográfica (hab./km²): 10,8
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 32,8
Expectativa de vida (anos): 68,7
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,6
Taxa de Alfabetização: 83,4%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,748
- IDH-M Renda: 0,752
- IDH-M Longevidade: 0,765
- IDH-M Educação: 0,812
(Fonte: PNUD/2000)
Lindo demais, cresci ouvindo meu saudoso pai falar de Diamantina, terra dos sonhos, e sempre tive imensa curiosidade em conhecer.
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